domingo, 26 de junho de 2016

Panorâma geral

Primeiramente, não era a minha intenção começar o blog e abandoná-lo logo em seguida, mas o final de semestre foi puxado, com muitas provas e pouco tempo. Em segundo lugar, declaro oficialmente no meu momento mais fossa. Sinto que não há nenhum aspecto da minha vida que eu esteja completamente feliz a respeito. Na faculdade, o que deveria ser os melhores seis anos da minha vida, não tenho amigos, entro, assisto a aula e vou embora, sem falar com ninguém. No máximo "bom dia" ou alguma coisa relacionada com trabalhos de grupo. Atividades extracurriculares são inexistentes na minha vida. Meus amigos de verdade eu vejo de vez em quando, são sempre bons momentos, porém escassos. Minhas notas melhoraram bastante em relação ao ano passado (quase peguei exame das 3 matérias base, fui pra exame final de uma delas), mas ainda acho que podiam estar melhores. Os pensamentos suicidas melhoraram por eu estar concentrada demais em estudar e tirar boas notas, mas não sei como vai ficar nas férias. Financeiramente me viro bem com 200 reais por mês pra comida/xerox/festa e não peço mais dinheiro aos meus pais pois que acho que eles gastam demais pagando a faculdade. As únicas pessoas que me fazem feliz no meu dia a dia são essas criaturas, "pai" e "mãe" (sou filha única). No amor, é uma tragédia a parte, a qual eu prefiro deixar um dia pra falar só disso. No mais, eu me sinto completamente solitária, vivendo em um mundo paralelo na minha própria cabeça.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Passado...

Parecia que foi ontem. Vi uma menina da minha sala com um machucado no pulso, em forma de I. Uma colega de sala perguntou:  “Como você fez isso? ”. Então ela respondeu: “Com o compasso”. Claro, ela tinha feito isso pensando em alguém que tinha essa inicial e significava muito para ela. Ela tinha feito no tornozelo também. A diferença entre ela e eu é que ela só tinha feito isso uma vez, e eu continuo me machucando propositalmente até hoje. Na época eu não pensava que seria capaz de fazer isso comigo mesma. No mesmo ano, mais menos, passou uma série no SBT sobre um serial Killer e tinha um personagem com um estilo muito sombrio, que eu, na minha inocência de 12 ou 13 anos entendi como “estilo gótico”. Então ele me inspirou e eu decidi que seria gótica (não que isso tenha me deixado do jeito que sou hoje, mas ajudou, com certeza). O personagem que me inspirou a isso se chamava JD (sim, JD. A série se chamava Harper’s Island). Então eu escrevi JD no meu pulso. No meu tornozelo. E na mão esquerda. Tudo feito com a ponta afiada do compasso. Mas não parou por aí. Depois que o "JD" sumiu eu fiz a primeira inicial do garoto que eu gostava na época. Depois, a minha própria inicial no meu pulso. E conforme elas iam sumindo eu fazia novas. Até que passei a ignorar qualquer significado que elas assumissem e comecei a me cortar simplesmente por machucar a mim mesma. Usei uma Gillette especialmente para isso. Depois, mais tarde, descobri que dava para tirar o parafuso do apontador para separar a lâmina e usar para cortar a pele. E a cada dor nova dor, cortes novos. Cicatrizes novas. Hoje, tenho muitas cicatrizes. E eu tinha parado com isso há mais de um ano atrás, mas eu voltei a me machucar de novo. Com quase 20 anos. Queria ter deixado tudo pra trás mas estou fazendo isso de novo. Toda a dor direcionada para mim mesma. E agora, escreveria suas iniciais no meu punho. Ou no meu tornozelo. Escreveria até mesmo seu nome inteiro na minha testa, se isso fosse necessário pra provar que eu te amo e queria você de volta pra mim. Mas sei que isso só te deixaria mais decepcionado e te afastaria mais de mim. Então não posso fazer isso. Enquanto isso, eu tento ficar sem te chamar no WhatsApp ou no Mensenger para tentar te ter de volta um dia, mesmo sabendo que isso possa nunca acontecer.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

E lá vamos nós...

Sejam bem vindos ao lado mais sombrio do interior da mente desta pessoa que vos fala! Basicamente sou apenas uma garota (mais ou menos) normal nascida em 1996. Podem me chamar de Lucy. Não irei me identificar aqui por motivos que se revelarão óbvios futuramente. 
Já tentei começar um blog algumas vezes mas acabava não passando da primeira ou segunda postagem e espero que com este seja diferente.
O motivo de estar fazendo isso em meio ao segundo ano da faculdade de medicina, mesmo sob muitas provas, trabalhos e falta de tempo crônica é que eu não aguento mais. Eu tenho alguns problemas psicológicos e prometi a alguém que iria tentar melhorar. Me lembrei de que em 2013 eu mantinha um diário, o que me ajudou muito na época e por isso resolvi começar um blog. Não um diário dessa vez, porque um blog é um modo de deixar amáveis desconhecidos opinarem sobre a minha vida em vez de guardar todos meus pensamentos escondidos em uma agenda no guarda roupa (apesar de achar que ninguém vai ler essa porra). 
O nome do blog foi escolhido nessa noite em que criei ele e essa primeira postagem, foi um nome espontâneo e que resume a sensação de que eu não me encaixo em lugar algum. E eu gosto de referências. A URL eu já tinha tinha pensado muito nela antes e acho adequada pra mim. Uma vadia, magra (causas genéticas, amo fazer gordices) reprimida por um comportamento tímido, com receio do que os outros vão pensar e um medo exacerbado de ser rejeitada. Uma máscara que acaba caindo quando bebo demais. No fundo, uma puta, desesperada por receber amor. 
Agradeço desde já aos que tiverem paciência pra ler o que estiver aqui, porque eu mesma não me aguento e sei que quando escrevo acabo me estendendo demais. Beijos, espero que gostem e acompanhem :))